Adeus, Sayonara, Salaam Aleikum, Fluzão (por Edgard FC)

Já está virando clichê falar em semana decisiva no Fluminense, por isso embora eu tenha citado, vou evitar, mesmo já sabendo que é por aí nosso calvário.

Estamos às portas de chegar entre os quatro melhores da Copa Libertadores da América, conquista tão sonhada e desejada por qualquer torcedor sul americano que conheça o valor da competição. É bem como diz o slogan da organizadora do torneio em se referindo à sua conquista: ‘A Glória Eterna’.

O Troféu, grande, vistoso e imponente da ‘Liberta’, como é conhecida também, acrescenta a cada ano uma plaquinha contendo o nome do clube e o ano da conquista.

Dia desses circulou pela internet uma fotografia alusiva com as oito plaquinhas, justamente das oito equipes que seguem vivas, ou quase, Olimpia do Paraguay (El Rey de Copas), Clube de Regatas (você sabe quem), São Paulo, Palmeiras (atual campeão), River Plate, Atlético Mineiro, Barcelona de Guayaquil (nosso adversário) e claro, o Fluminense FC, nosso grande amor.

Não foi fácil conter o sentimento de querer que no fim, sobre apenas a plaquinha com o escudo mais bonito e mais amado do mundo, que ostenta as Três Cores e uma Paixão.

Porém, entretanto e todavia, tem de jogar futebol e vencer as conquistas do porvir, a começar por quinta-feira, em que enfrentaremos o Barcelona, fundado por torcedores catalães do mais famoso da Catalunha, na Espanha, após empatar no Maracanã na primeira partida em dois a dois.

Para esta partida de volta, já que o gol fora de casa funciona como critério de desempate, o Fluminense terá de fazer gol, vencer a partida se quiser a classificação, e em caso de empate, terá de fazer três golos ou mais.

Não é uma tarefa das mais fáceis, tampouco costumeira, porém até aqui, o Fluminense ainda não perdeu longe de casa nessa competição. Não podemos reclamar da sorte, pois nos quatro jogos que realizamos como visitantes, dois contra os colombianos Santa Fe e Junior, as equipes não puderam jogar em seus estádios, pois a situação sanitária e política da Colombia obrigou-os a se mexer e jogar onde puderam. Já contra o forte River Plate, jogamos contra eles tendo quinze jogadores de seu elenco retornando de quarentena após contraírem covid. E contra o Cerro Porteño, já pelas oitavas-de-finais, fomos superiores, porém contamos com um erro de arbitragem que anulou um gol legítimo deles, que teria valido o 1 a 0 àquela altura.

Conta os ‘Toureiros’, como também é conhecido o Barcelona, será um jogo franco, sem ajudas do imponderável, até aqui, pois quando o apito soar e a bola começar a rolar, precisaremos de todos os ventos em favor, seja de Gravatinha, João de Deus, o mais recente amuleto o gol cagado, ou o melhor, a única coisa a qual podemos nos apegar e torcer, a vontade e inspiração dos jogadores que envergarão nosso manto levando nosso pavilhão aos horizontes de Guayaquil, ‘La Perla del Pacífico’, maior cidade e mais populosa do Ecuador, país homônimo a linha imaginária que dividiria o mapa em norte e sul, cidade portuária no Oceano Pacífico.

O jogo que vem do campo não nos anima, porém os jogadores que se elegerem a esta partida podem e devem fazer mais uma vez no gramado, reviver o verde da esperança, vigorar nas veias o sangue do encarnado e brilhar com o sol da manhã, qual a luz de um refletor. Salve o Tricolor!

A benção João de Deus, Todos os Orixás, Adeus, Sayonara, Salaam Aleikum.

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