Abraçar o time (por Marcus Vinicius Caldeira)

Chegou a hora da torcida abraçar o time e deixar o tiroteio político de lado, até porque renovação da diretoria, só em 2020 (eleições no fim de 2019). A política, de fato, contaminou a arquibancada. Urge a arquibancada ser arquibancada. Espaço de apoio aos onze em campo, enquanto eles tiverem em campo e não houver por parte deles quaisquer sinais de corpo mole.

Infelizmente, sofremos com uma austeridade que, por ora, não tem como fugir por maus gastos no futebol nos dois anos anteriores. Eu sou até um crítico dessa postura draconiana demais, mas é um caminho a seguir para sairmos de vez da asfixia financeira que sofremos há décadas, e que só não foi pior esportivamente porque a Unimed aportou dinheiro para pagar salários altos a jogadores (mas não ajudou a recuperar financeiramente o clube) e os consequentes títulos e não foi pior financeiramente porque a última gestão fez algumas ações interessantes nesse sentido. É preciso ter bom senso, não se deixar levar pelo imediatismo e segurar a onda para sairmos de uma vez por todas disso. E ousadia… Muita ousadia e criatividade para encontrar as soluções com o Brasil e mercado do futebol em crise.

Independente dessa austeridade, foi implantada uma filosofia: “primeiro buscamos o jogador na base, se não tiver, vamos ao mercado”. O problema é que a segunda parte não está podendo ser executada por enquanto. A filosofia é boa, porque Xerém vem sendo bem conduzida nos últimos anos e tem nos dado excelentes jogadores. É boa porque nos livra de altos salários irreais com a realidade do Brasil. É boa porque pega uma molecada boa ávida por um lugar ao sol e nos livra de medalhões, que ao menor sinal de problema financeir,o correm para não chegar na bola (vide a entregada de 2013). Mas não dá para jogar todo o peso na molecada.

O time foi o finalista do Carioca esse ano. Possui o ataque que mais fez gols no Brasil esse ano. Tem o artilheiro do campeonato. Reginaldo que veio da base, ganhou rodagem e voltou – hoje é o zagueiro que mais roubou bolas no campeonato brasileiro, Wendel tem sido um monstro, Wellington Silva, a diferença. Infelizmente temos muitas contusões. São onze. Um terço do time.

No Brasileiro, apesar dos muitos empates, estamos há cinco jogos sem perder e “varetamos” quatro pela Sul-Americana no último jogo.

Agora, com a notícia que está com dois meses de direitos de imagem atrasados, palpiteiros de internet espalham que jogadores estariam fazendo corpo mole. Isso não existe. Este grupo está fechado e sabe das dificuldades e do esforço para o pagamento dos salários.

Óbvio, nem tudo são flores. Se o time faz muito gol, toma muito também.

Mas tudo ficará mais fácil com o apoio incondicional da torcida.

Vejo vocês no Maracanã, na quarta.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira

Imagem: paro

 

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