Abad, Teixeira, Veiga & Braga (por Marcus Vinicius Caldeira)

INFORMÁTICA PARA PEQUENOS E MÉDIOS AMBIENTES

Não, tricolores, este não é nenhum escritório de contabilidade, nenhuma empresa de consultoria ou escritório de advocacia. Esses são os sobrenomes dos dirigentes do futebol do Fluminense.

Futebol esse que já levou a Guanabara, que já está nas oitavas da Copa do Brasil, na final do Carioca e encaminhou bem a passagem para a outra fase da Sul Americana e pode carimbar, hoje, a passagem para outra fase da Primeira Liga.

Mais do que isto – infelizmente o resultado imediato, nu e cru,  é que determina a excelência do trabalho em um clube de futebol, aqui no Brasil – o time do Fluminense é o melhor ataque do Brasil com 54 gols, e vem jogando um futebol vistoso, com alma, muita intensidade, técnica e velocidade.

Mas, porque resolvi citar esses nomes e falar agora, às vésperas de final de campeonato?

Primeiro, porque quero atingir àqueles que me leem, com sobriedade. Daqui a duas semanas, o Fluminense, na cabeça dos tricolores, será o melhor time do mundo, ou o pior, dependendo das finais do Carioca. Isso que falei anteriormente. O imediatismo do torcedor brasileiro é assustador. Mata trabalhos de longo prazo e sérios. E eu quero deixar claro, que independente do resultado das finais do Carioca, o projeto de futebol que está sendo implementado no clube é excelente. Tem que sempre ser aprimorado, ajustado, mas tem que ter esse mote: juventude, técnica, alma, velocidade e intensidade.

Segundo, porque vejo por parte de alguns tricolores – uns pela velha política rasteira do clube – outros por reducionismo na análise, a ideia de que o time só está assim por causa de Abel Braga.

Não é verdade.

Abel Braga é parte fundamental nessa engrenagem. Mas a política do futebol foi definida lá atrás, entre Pedro Abad, Marcelo Teixeira e Fernando Veiga. E para ser mais justo, mais atrás ainda, nas gestão de Peter quando esse segurou e investiu em Xerém e ampliou o projeto para Europa, tudo sob o comando de Marcelo Teixeira.

Abel tem papel fundamental. Conhece tudo dentro das quatro linhas. É um gestor de pessoas absurdamente fenomenal. Controla o vestiário como ninguém. É tricolor de quatro costados. Foi multi campeão como jogador e técnico, inclusive pelo nosso tricolor. Tem um caráter irrepreensível. O melhor, para mim, que vi passar pelo Fluminense como treinador.

Mas, o principal: ele encampou o projeto que foi dado a ele. Projeto que prima, já falei, pele juventude, velocidade, intensidade, alma e técnica. Ele encampou aproveitarmos o máximo a nossa base e só irmos para o mercado, caso, não tenhamos jogador na base para suprir a necessidade. Não só encampou, como está feliz por poder trabalhar assim. Chega de vestiário pesado, de jogador caro, mimado, querendo mandar em tudo.

Não ganhamos nada ainda. Há um caminho longo a percorrer. Mas, temos um norte, principalmente no momento em que o dinheiro é escasso. Acabou o bumba meu boi, de contratações à culha, de Celso Barros, Mário Bittencourt e etc.

Parabéns Pedro Abad, Marcelo Teixeira, Fernando Veiga e Abel Braga pelo excelente inicio de trabalho.

Parabéns a todo background de fisiologistas, preparadores físicos, scouters, departamento médico.

Não ganhamos nad, ainda!

Vamos ganhar, vamos perder, isso é futebol.

Mas temos um norte, um rumo, um prumo!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @mvinicaldeira 

Imagem: mvc

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