A gangorra tricolor (por Paulo-Roberto Andel)

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Curiosa a relação dos times em geral quando disputam duas ou mais competições simultaneamente. Numa, patinam; noutras, podem voar.

O Flu mesmo fez isso em 2009: enquanto heroicamente lutava contra o rebaixamento, avançava na Copa Sul-Americana. Num intervalo de menos de cinco dias, jogamos a final da Copa e o jogo de vida ou morte contra o Coritiba no Couto Pereira. Claro, depois da incrível façanha para não cair, pouca gente prestou atenção no vice depois de fuzilarmos (mais uma vez) a LDU no Maracanã. Pesou a expulsão boba de Fred, os craques também pisam na bola.

Quando esperávamos uma decolagem no Brasileirão, veio o balde de água fria diante da insossa atuação contra o Ceará. Não chegou a comprometer na tabela, mas poderíamos estar em melhores condições. E nunca é bom perder levando um gol de pelada do lanterna. Só que logo mais é a outra competição, é o outro clima, a garra dentro de campo e nas arquibancadas pode desafiar definições.

Falando em competição de mata-mata, o Fluminense ganhou uma em que foi mediano para baixo em quase todos os jogos como mandante: a Copa do Brasil de 2007, início de uma linda jornada até a temporada seguinte. Pouca gente se lembra de que, nas quatro últimas fases, o Flu teve que decidir fora de casa para ser campeão – e conseguiu em todas. E isso depois de quase ter sido eliminado no Maracanã pelo América de Natal. O futebol tem cada surpresa…

É isso. Deixemos de lado o sábado infeliz e vamos com tudo para cima do Defensor.

Que venha uma grande e suculenta vitória, pois. E capaz de fortalecer a jornada no Brasileiro. Eu sempre acredito.

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Mas não dá para fugir de algo que incomoda muito.

É impressionante a quantidade de pontos que o Fluminense perdeu e perde para os times da zona de rebaixamento, não somente de agora, mas desde a era dos pontos corridos, iniciada em 2003. Podem pesquisar e o saldo será assustador.

Até quando fomos campeões em 2010 e 2012, apanhamos.

Não dá para se conformar com isso, pouco importando qual a gestão, o grupo político, o patrocinador, o diabo a quatro. Tem sido assim desde sempre.  Quinze anos.

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Que fique o baixo astral de lado. O que importa é que no próximo sábado (04/08) nosso craque Paulo Rocha lança seu livro “Coração de Tricolor”. Além de ter um dos melhores textos da imprensa esportiva carioca, Paulo é um grande memorialista do Fluminense: esteve lá em quase tudo nos últimos 50 anos. Um grande mestre que humildemente honra este PANORAMA com suas mais de 150 colunas.

Um livraço que tive a honra total de prefaciar e produzir ao lado do escritor Zeh Augusto Catalano.

Todos convocados: Glicerina Choperia, na Rua General Glicério em Laranjeiras. Neste sábado a partir das 17 horas, chope, literatura, football e amici.

Panorama Tricolor

@PanoramaTri @pauloandel

4 Comments

  1. Andel
    com relaçao a pontos perdidos pra times da zona de rebaixamento pra lembrar 2011 ficamos a 7 pontos do campeao e perdemos 6 pontos pro lanterna Am.MG,inclusive estava no Engenhao um sabado perdemos de 2×1 com o Cava pegando ate penalti e la foi 3×0 pra eles
    Abraço

  2. foi uma verdadeira pelada, mas o cartaz chamou a atenção e com a ajuda de um rapaz muito gentil tivemos acesso aos jogadores. O Danthe tirou fotos com alguns jogadores e conversou com o seu ídolo. Apesar de chateado com a derrota ele saiu do PV feliz e postou textão nas redes sociais exaltando o seu amor ao TRICOLOR.

  3. Para quem, como eu, mora a mais de 2.600 km de distância do Rio, assistir jogos do Fluminense no estádio é uma raridade. E eis que essa oportunidade surgiu. Carregados de ansiedade, emoção e expectativa (ainda mais depois de duas vitórias, uma delas contra o poderoso palmeiras), eu e o meu filho chegamos cedo ao PV. Camisas tricolores, hino na ponta da língua, cartaz, etc. O Danthe tem 15 anos e seus ídolos são Fred e Gum, desde a arrancada épica de 2009. O Fred se foi, logo….
    Bom, o jogo…

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