A esculhambação voltou e Marcão colaborou (por Marcelo Savioli)

Amigos, amigas, estava demorando muito para as coisas voltarem ao normal. E o normal é o Fluminense sendo prejudicado pela intervenção de seu maior adversário na atualidade, que atende pelo nome de VAR.

Confesso que da arquibancada não deu para ver com clareza os lances dos dois gols anulados. Chegando em casa, pude me deparar com a situação vexatória.

No lance do gol do Athletico PR, que foi anulado, o jogador paranaense estava em impedimento. Estivesse eu mais atento, não teria tido a menor dúvida. No lance do gol de João Pedro, quando do arremate de Caio Henrique, o atacante tricolor estava muito atrás da linha do zagueiro paranaense.

A anulação do que seria o segundo gol do Fluminense contribuiu frontalmente para mudar a história do jogo. Com 2 a 0 no placar, teríamos uma avenida ao nosso dispor para fazermos mais dois ou três gols.

Poderia até ser que o Athletico, aproveitando-se de nossa deficiência conceitual, conseguisse mudar a situação, mas foi a arbitragem quem interferiu no placar final da partida, inclusive abusando de prejudicar o Fluminense nos lances comezinhos da partida.

O que eu posso dizer é que a anulação do gol de João Pedro foi um escândalo de proporções alarmantes, coisa de parar o campeonato e chamar o MP para investigar as razões de tal comportamento do VAR.

Tirando isso, Marcão insistiu no velho problema. Para formar o meio de campo com Daniel, Ganso e Nenê, colocou o time para marcar extremamente recuado, trazendo o Athletico para as imediações da nossa área.

Seria aceitável se tivéssemos capacidade de contra-atacar em velocidade, mas como fazer isso com esse mesmo meio de campo, embora Yony e João Pedro até sejam capazes de dar velocidade às ações ofensivas, contanto que não estejam sozinhos ou sejam obrigados a recuar para trás da nossa linha média para dar algum volume e intensidade à nossa marcação?

Sendo assim, a nossa única saída era construir as jogadas desde lá de trás, como no gol de placa, absurdamente anulado pelo VAR, mas não podemos depender só disso.

Passamos todo o primeiro tempo assistindo ao Athlético jogar, cada vez menos encontrando condições de contragolpear.

Para que serve isso?

Serve para ficarmos na expectativa de sofrer um gol, sem ter igual expectativa de ampliar o marcador.

Então, de tanto o Athletico jogar nas imediações de nossa área, o gol de empate saiu.

Pois o Fluminense voltou para o segundo tempo da mesma forma e, como não dava certo, Marcão saiu-se com a solução “aprendiz de feiticeiro”, tirando Nenê e Daniel para colocar Orinho e Nem.

A ideia era dar intensidade ao meio de campo com Caio Henrique, mas como tirar Daniel, que era o responsável, mesmo sem atuar bem, por dar fluência ao nosso jogo?

É verdade que ganhamos intensidade, inclusive com Nem no lugar de Nenê, mas perdemos em inteligência. Eu não quero cornetar o Ganso, porque vejo exageros nisso, mas é preciso parar de enganar a torcida.

Ou você mantém o Ganso e coloca um jogador como o Nem, para criar um escape ofensivo, ou você coloca o Nenê para jogar como contra o Bahia, no lugar do Ganso, ajudando o Daniel na organização do jogo. Nunca tirar o Daniel do time.

Essa estupidez de tirar o Daniel do time já nos custou caro diversas vezes e, mais uma vez, aconteceu. Foi fazer as substituições e o Athlético virou o jogo.

O Fluminense de Marcão não é o Fluminense do Diniz e não é o Fluminense do Oswaldo. É um meio termo. É competitivo, como na era Diniz, mas excessivamente defensivo, como na era Oswaldo.

Não acho que vamos brigar contra o rebaixamento. Acho que vamos levar uma sova feia de doer do Flamengo, porque Marcão já mostrou que não será capaz de fazer o Fluminense jogar como na partida do primeiro turno, em que os dissidentes não viram a cor da bola. Quem não verá nem o vulto da bola seremos nós dessa vez. Tomara nos seja reservada a mesma sorte que eles tiveram no primeiro turno e o jogo termine empatado, porque já ficará de bom tamanho.

Então, amigos, amigas, algumas decisões sérias e corajosas precisam ser tomadas para melhorar esse quadro. Não dá para jogar recuado pela simples obrigação de escalar “A”, “B” ou “C”. Não tem como jogar com posse de bola tendo que ficar o tempo todo saindo lá de trás.

Temos que buscar o erro do adversário, marcar em cima, encurtar os espaços, avançar as linhas. A covardia não vai nos levar a lugar algum.

É isso.

Saudações Tricolores!

Panorama Tricolor

@PanoramaTri

#credibilidade

4 Comments

  1. Marcelo, q vc me desculpe, mas o gol do Flu foi justamente anulado. Basta conhecer um pouco de geometria para ver q o q a imagem parece mostrar, não é a realidade. As linhas azul e vermelha estão no nível do gramado e passam paralelamente pela projeção dos pontos mais avançados dos corpos dos jogadores. É tecnologia, não há como contestar. A única possibilidade, que não parece ser o caso, seria a imagem ter sido congelada após o chute do C.Henrique. É milimétrico? É, mas usando tecnologia, não…

    1. Fala Marcos!

      O que eu fiz foi ficar meia hora repetindo a tentativa de congelar a imagem na hora do arremate do Caio Henrique. Tudo que eu fiz mostrou que o jogador do Athlético estava com o pé na linha da pequena área e o João Pedro estava completamente fora da pequena área. A imagem que estão mostrando pode ser de qualquer momento, inclusive antes do arremate.

      ST!

  2. Mestre, eu revisei o lance do gol anulado de JP várias vezes, sem acreditar, até que vi a imagem da Globo. A linha tracejada azul, que passa no ombro direito do zagueiro, está mais avançada que a linha vermelha que passa no pé do JP, impedido, infelizmente! Em relação ao Ganso, ele não é o camisa 10, nem para Campeonato Carioca. Para jogar com ele, tem que ter 2 volantes rápidos atrás e três homens de frente que corram por ele.

  3. Acho que não foi o Marcão que mandou o time marcar atrás. Foi o Atlético Paranaense que nos encurralou.
    Marcão é da Comissão Técnica Permanente. Sabe que não tem cacife bem mercado pra ser treinador de clube de primeira linha. Não vai se indispor com os líderes do elenco.

    ST

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